She's a dreamer, and she knows it!

sábado, 9 de julho de 2011

Um Momento Inesquecível - NS



" (...)
Jamie sorriu e passado um momento mudou de assunto, apanhando-me mais ou menos desprevenido:
  - Costumas pensar no futuro, Landon? - perguntou.
  - Sim, claro. Suponho que sim. - respondi com cuidado.
  - Então o que queres fazer da tua vida?
Encolhi os ombros, um pouco receoso com o rumo da conversa.
  - Ainda não sei. Não resolvi essa parte. No Outono, vou para a UNC, pelo menos espero ir. É preciso que me aceitem primeiro.
(...)
  - E tu? Que queres fazer no futuro?
Jamie desviou o rosto, agora com um olhar mais distante, fazendo com que me interrogasse sobre o que ela estaria a pensar. Mas o olhar desapareceu quase tão subitamente como tinha surgido.
  - Quero casar-me - disse baixinho - E quando casar, quero que o meu pai me leve até ao altar ao longo da nave da igreja e quero que toda a gente que conheço esteja lá. Quero a igreja a abarrotar de pessoas.
  - Só isso? - Embora não fosse adverso à ideia de me casar, parecia-me algo absurdo desejar isso como o objectivo da minha vida.
  - Sim - respondeu - é tudo o que quero.
(...)
A Bíblia estava ainda aberta na página onde eu interrompera a leitura e, apesar de Jamie estar a dormir, senti necessidade de ler mais um pouco. Acabei por descobrir outra passagem. Era isto que dizia:
Não digo isto como quem manda, mas para provar, comparando-a à dos outros, a sinceridade do vosso amor.
As palavras trouxeram-me as lágrimas de novo e, no momento em que ia começar a chorar, o seu significado tornou-se-me subitamente claro. Deus tinha, finalmente, respondido à minha pergunta e, de repente, soube o que tinha a fazer.
(...)
Ergueu ligeiramente a mão de cima da cama, e eu beijei-a, depois inclinei-me para a frente e beijei-lhe a face também.
  - Amas-me? - perguntei-lhe.
Ela sorriu. - Sim.
  - Queres que seja feliz? - Enquanto lhe fazia a pergunta, senti o coração começar a acelarar.
  - Claro que quero.
  - Fazes-me um favor, então?
Ela desviou o olhar, a tristeza atravessando-lhe as feições. - Não sei se ainda consigo.
  - Mas se pudesses, fazias?
(...)
  Sim - respondeu por fim, a voz fraca mas de alguma forma ainda cheia de esperança. - Fazia.
(...)
Sorri ternamente, e ela retribuiu o meu afecto apertando-me levemente a mão, como se confiasse em mim e no que estava prestes a fazer. Encorajado, inclinei-me para mais perto dela e respirei fundo. Foram então estas as palavras que saíram dentro de mim.
  - Casas comigo? "


3 comentários:

  1. sabes, tinha imensas saudades disto, de ler estas pequenas (grandes) coisas. está lindo drikas, muito <3
    tenho muitas saudades *.* amo-te

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  2. oh amor :) so agora é que vi o teu comentário :):) vou continuar escrevendo qd me lembrar ^^ amo-te muito, saudades minha pipoca

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  3. P.S- tens que ler este livro, recomendo :)

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